As
manchetes foram:
Após derrota na Colômbia, Paulo
Autuori deixa comando do Atlético-MG. (Globoesporte.com)
Após nova derrota e protesto da
torcida, Galo demite Paulo Autuori. (Gazetaesportiva.net) Caiu! Após derrota na
Colômbia, Paulo Autuori deixa o Atlético-MG. (esportes.terra.com.br)
Pois
bem, caiu o treinador do Atlético-MG inaugurando assim o famoso troca-troca de
técnicos em clubes brasileiros durante o ano. Estamos acostumados com isso e
mais acostumados ainda a colocar a culpa quase que exclusivamente nos técnicos
pelas falhas de nossos times. Não importa o que esteja acontecendo em campo ou
nos bastidores, o técnico sempre é a primeira vitima e o elo mais fraco da
corrente.
Não
sou um grande admirador do trabalho do técnico Paulo Autuori, porem, quando
olhamos a frieza dos números, constatamos que não havia motivos sólidos (pelo
menos de conhecimento público) para que o técnico fosse demitido. Segue abaixo
algumas estatísticas:
Jogos
em que comandou o clube: 23
Vitórias:
11
Empates:
9
Derrotas:
3
Aproveitamento:
61%
Há
de se concordar que 61% não é um numero ruim considerando que o Atlético nesse
período disputava duas competições, em alguns jogos poupou titulares e
principalmente porque no inicio do trabalho, o grupo de jogadores tinha de se
acostumar a uma nova filosofia por parte de Paulo Autuori que tem estilo
totalmente diferente de seu predecessor Cuca. Falando em números, vale lembrar
que o Cruzeiro, campeão Brasileiro de 2013 obteve nesta competição um
aproveitamento de 66%, bem próximo do aproveitamento de Autuori no comando do
Galo.
Como
sempre, a torcida apaixonada teve alguma influência na decisão. Após a derrota
para o Nacional de Medelín por 1x0 em jogo válido pela Copa Libertadores, houve
protesto de atleticanos pedindo a saída de Autuori. Eu realmente gostaria de
saber o que eles, torcedores e diretoria esperam conseguir com a saída do
técnico no meio de uma competição importante, entre dois jogos decisivos em que
é necessária a vitória para avançar as quartas de finais. Levir Culpi foi
contratado e agora ele tem duas opções: Ou mantém o time de Autuori e não
justifica a demissão do mesmo, ou, muda o time e sacrifica o entrosamento de 23
jogos em uma tentativa de justificar sua contratação e corre os riscos de uma
eliminação precoce. Vale mencionar que, na minha opinião, vencer ou perder está
nas mãos da sorte (ou “corações” dos jogadores como preferirem), pois o
trabalho que vai para esse jogo é do Autuori que novamente na minha opinião,
foi apenas mais uma vítima do método de trabalho dos clubes Brasileiros.
Enquanto isso os atleticanos ainda estão esperando o Ronaldinho de 2013
aparecer.
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